Outubro 16, 2004

Coisas de Mulheres ou A Interminável Batalha Contra os Pêlos

Se há coisa que me irrita, são os pêlos.
Nas pernas, nas axilas, nas virilhas, no rosto (o dito buço que todas temos mas que fazemos por esconder) e o raio das sobrancelhas (para aqueles que, como eu, não têm a sorte de ter nascido com umas sobrancelhas perfeitinhas e bonitas).

Irritam-me porque não são bonitos, não são estéticos, não ficam bem, sei lá. . .não é chique (eis a minha costela Castelo Branco a vir ao de cima).
Mas o que me irrita mesmo muito é ter que os tirar.
Tirar em casa está fora de questão, para além de não haver muita paciência, também falta o jeitinho para as ceras frias e para as pinças.
E também porque não sou masoquista ao ponto de me auto-infligir um sofrimento quase bárbaro.
Sim, porque doi!! E a girl que disser o contrário está a mentir!

Irrita-me ter que acordar cedo a um sábado para ir passar umas horitas na esteticista.
Sim, porque ir durante a semana nem pensar, não dá tempo.
Acordar cedo a um sábado é um martírio, mas uma verdadeira girl tem que se cuidar para não mostrar esse seu lado masculino e quanto mais cedo melhor para não ficar com um sábado completamente perdido.
Assim, toma-se uma banhoca para descolar as pestanas, um pequeno almoço porreiro e siga para bingo. . .ups, para a esteticista.

Chegando lá, é esperar um pouco (a menos que se tenha marcado hora) e então depois começar a sofrer.
Ou é a cera que está quente demais e ao 1º toque na pele sensível de uma girl a coisa começa a correr mal, ou é a cera que ainda não aqueceu porque a máquina foi ligada há pouco tempo.
Enfim.
Seja como for, quando chega a parte de puxar, a coisa começa mesmo a ser quase desesperante.
Mas enquanto é só nas pernas, ainda vá que não vá.
A coisa aguenta-se bem.
Nas virilhas, ao contrário do que se possa pensar, até nem dói assim tanto.
Axilas, idem.

Agora, quando começa a chegar ao rosto. . .oh minhas amigas. . .quem é que nunca deixou escapar uma lágrima pequenina ao ficar sem sobrancelhas?
Ou mesmo a ficar sem o buço?
São partes muito sensíveis.
Dói para caraças!!
E como, para ficar um trabalho bem feito e sairmos de lá umas girls de arrasar só com o olhar, a coisa nunca é feita de uma vez só, quando vem a pinça (essa verdadeira arma de destruição em massa), a coisa só pode piorar.
É pêlo por pêlo.
Quando é a parte da cera, a coisa aguenta-se porque num puxão ou dois, acabou.
Mas a pinça. . .
Ai meu Deus. . .
A sério. . .

Tic tic tic tic tic e lá vai a pinça em busca do pêlo perdido, deixando para trás a sua marca de dôr.

Como se todo este sofrimento não bastasse, cada vez que acaba esta tortura a minha cara fica um autêntico tomate!
Sim, um tomate daqueles bem grandes e bem maduros, muito vermelhos!
Tenho a pele demasiado sensível para estas andanças, fico logo inchada por onde a cera andou a passear e por onde a pinça andou a massacrar.
Venham cremes, muitos cremes, bálsamos, pomadas, massagens, pachos de água fria.
Nada resulta.
Só mesmo o tempo.
Não há como escapar.

Para fazer tempo, uma girl aproveita e faz as unhas.
Mãos bonitas é o que se quer.
Ali ficamos, a ouvir as conversas de cabeleireiro ou os programas matinais da TVI.
Enquanto isso é mãozinha de molho em água quente que de vez em quando vem a ferver, é alicate para aqui, lima para ali, mas esta parte até nem custa. Ainda para mais porque gosto que me mexam nas mãos.

"Quer verniz? De que cor?"

Aqui aprendi a dizer que quero um incolor ou muito muito clarinho.
Adoro as cores escuras, mas como sou uma girl meio desajeitada, tenho que optar pelas clarinhas.

Vou pagar e. . .puft! Já está!
Ainda agora me pintaram as unhas e já estraguei o verniz!!!!

Não faz mal, dá-se um retoque.
A táctica de pagar 1º também não resulta, porque por muito cuidadinho que se tenha, dá-se sempre uma marretada em algum lugar e lá se vai o verniz.

Entretanto, venho-me embora ainda com a cara numa desgraça.
Ainda vermelhona, inchada, enfim, um horror.

Mas posso dizer de cabeça erguida:

"Venci mais uma batalha contra os pêlos!!!"

Outubro 06, 2004

Para todas as mulheres, um poema de uma mulher desconhecida

Poema de Mulher

Que mulher nunca teve
Um sutiã meio furado,
Um tio meio tarado
Ou um amigo meio viado?

Que mulher nunca tomou
Um fora de querer sumir,
Um porre de cair
Ou um lexotan prá dormir?

Que mulher nunca sonhou
Com a sogra morta, estendida,
Em ser muito feliz na vida
Ou com uma lipo na barriga?

Que mulher nunca pensou
Em dar fim numa panela,
Jogar os filhos pela janela
Ou que a culpa era toda dela?

Que mulher nunca penou
Prá ter a perna depilada,
Prá aturar uma empregada
Ou prá trabalhar menstruada?

Que mulher nunca acordou
Com um desconhecido ao lado,
Com o cabelo desgrenhado
Ou com o travesseiro babado?

Que mulher nunca comeu
Uma caixa de Bis, por ansiedade,
Uma alface, no almoço, por vaidade
Ou, um canalha por saudade?

Que mulher nunca apertou
O pé no sapato prá caber,
A barriga prá emagrecer
Ou um ursinho prá não enlouquecer?

Que mulher nunca jurou
Que não estava ao telefone,
Que não pensa em silicone
Ou que "dele" não lembra nem o nome?

Este poema, publiquei-o na minha caixinha há precisamente um ano atrás.
Encontrei-o num blog brasileiro (Nós Adoramos Sapos) também ele escrito apenas por mulheres, mas que infelizmente já não existe. . .=(

No entanto, continua a ser um poema actual, e digam lá as Mulheres que aqui chegam que não concordam com o que é dito? Nem que se seja em apenas um dos pontos ;)

Agosto 31, 2004

Protesto contra a proibição da entrada em Portugal do barco da Women on Waves

Pode não servir para fazer o Governo mudar de atitude, mas serve sem dúvida para mostrar o nosso descontentamento.

E esta petição não é contra ou a favor do aborto.
É, isso sim, contra o autoritarismo do Governo, contra a alienação dos direitos básicos do cidadão (como o livre acesso à informação, neste caso sobre o aborto e opções), contra o despotismo dos senhores dos tachos.
É uma petição que vem mostrar o descontentamento que se vem sentido nos últimos tempos.
É uma petição que serve aquilo que o Governo tanto diz que defende mas que desconhece o que é: Democracia.
É uma petição que defende o direito à liberdade de expressão, pensamento e opinião.

Sendo assim, não importa realmente se és a favor ou contra o aborto em si, mas sim se defendes o direito à liberdade, ao acesso à informação.

Faz ouvir a tua voz e a tua opinião.
Se ninguém se pronunciar, vamos continuar como estamos.
Vamos deixar as coisas piorarem?
Até quando?
Para chegar até que ponto?

Expressa o teu descontentamento aqui e divulga esta petição que está a crescer a olhos vistos.

Um especial obrigada à Gata que me enviou um e-mail a informar da petição.

http://www.petitiononline.com/19592c11/

Agosto 28, 2004

Agosto 18, 2004

Mulheres Perfeitas

Na sequência da estreia do filme Stepford Wives - Mulheres Perfeitas, o Sapo lançou várias iniciativas, desde passatempos a um especial inquérito direccionado exclusivamente aos homens portugueses.

Hoje, ao ver os resultados, fiquei satisfeita por perceber que, para os nossos homens, o lugar da mulher já não é em casa. . .=)
Pelo menos para a grande maioria deles.

Ora vejamos:

1. Em termos de aparência o que espera da sua Mulher Perfeita ?

a) Que vá "evoluindo" com a idade
b) Que faça muita ginástica e frequente diariamente os salões de beleza
c) Que seja tal e qual a Nicole Kidman

Resultado
1: a) Que vá “evoluindo” com a idade (6654 votos - 75 %)
2: b) Que faça muita ginástica e frequente diariamente os salões de beleza (748 votos - 8 %)
3: c) Que seja tal e qual a Nicole Kidman (1456 votos - 16 %)


2. Socialmente, a sua Mulher Perfeita deverá ser?

a) Extrovertida como você, estando sempre disponível para ir a festas
b) Introvertida, preferindo ficar em casa enquanto você sai com os seus amigos
c) Reservada, mantendo sempre um aspecto discreto e conservador

Resultado
1: a) Extrovertida como você, estando sempre disponível para ir a festas (3710 votos - 53 %)
2: b) Introvertida, preferindo ficar em casa enquanto você sai com os seus amigos (451 votos - 6 %)
3: c) Reservada, mantendo sempre um aspecto discreto e conservador (2811 votos - 40 %)


3. No seu aniversário, você espera que o presente da sua Mulher Perfeita seja?

a) Ela a saltar de um bolo gigante, a fazer um strip-tease
b) Um Ferrari, último modelo
c) Uma viagem ao Brasil (Apenas para si) para poder descontrair

Resultado
1: a) Ela a saltar de um bolo gigante, a fazer um strip-tease (3828 votos - 61 %)
2: b) Um Ferrari, último modelo (1471 votos - 23 %)
3: c) Uma viagem ao Brasil (Apenas para si) para poder descontrair (915 votos - 14 %)


4. Em termos profissionais, a sua expectativa é que a sua Mulher Perfeita seja:

a) Independente, que aposte no desenvolvimento da sua própria carreira
b) Totalmente dependente de si, que nem sequer pense em trabalho
c) Uma herdeira de uma grande fortuna para que ambos não trabalhem

Resultado
1: a) Independente, que aposte no desenvolvimento da sua própria carreira (3982 votos - 67 %)
2: b) Totalmente dependente de si, que nem sequer pense em trabalho (161 votos - 2 %)
3: c) Uma herdeira de uma grande fortuna para que ambos não trabalhem (1759 votos - 29 %)


5. Nas suas férias, você espera que a sua Mulher Perfeita?

a) Fique em casa cuidando dos filhos, enquanto você vai para Las Vegas com os amigos.
b) O acompanhe, mas sempre mantendo uma certa distância. É sempre conveniente levar alguém para cuidar da sua roupa.
c) Esteja sempre consigo. Não há nada que você aprecie mais do que a companhia da sua esposa.

Resultado
1: a) Fique em casa cuidando dos filhos, enquanto você vai para Las Vegas com os amigos. (328 votos - 5 %)
2: b) O acompanhe, mas sempre mantendo uma certa distância. É sempre conveniente levar alguém para cuidar da sua roupa. (336 votos - 5 %)
3: c) Esteja sempre consigo. Não há nada que você aprecie mais do que a companhia d (5311 votos - 88 %)

Felizmente, começa a notar-se uma boa mudança nas mentalidades.

E tu, homem que nos lês, já foste dar a tua opinião?

Agosto 17, 2004

O Defeito das Mulheres

Quando Deus fez a mulher, já estava a trabalhar há seis dias consecutivos.
Apareceu um anjo que lhe perguntou:
"- Deus, porque estás a perder tanto tempo com esta criação?"
Ao que Deus respondeu:
"- Já viste a minha lista de especificações para este projecto? Ela tem que ser completamente lavável, mas sem ser de plástico, tem mais de 200 partes móveis, todas substituíveis, e é capaz de sobreviver à base de Coca-Cola light e restos de comida, tem um colo capaz de segurar em quatro crianças ao mesmo tempo, tem um beijo capaz de curar qualquer coisa desde um arranhão no joelho a um coração ferido e faz isto tudo apenas com duas mãos."

O anjo ficou estupefacto com estas especificações.
"- Só duas mãos!? Impossível! E esse é apenas o modelo normal? É muito trabalho só para um dia. É melhor acabares só amanhã."
"- Nem pensar", protestou Deus. Estou quase a acabar esta criação que me é tão querida. Ela já é capaz de se curar a si própria quando fica doente. E consegue trabalhar 18 horas por dia."

O anjo aproximou-se e tocou na mulher.
"- Mas fizeste-a tão macia e delicada, meu Deus."
"- Sim, mas também pode ser muito resistente. Nem fazes ideia o que ela pode fazer e aguentar."
"- E ela vai ser capaz de pensar?" perguntou o anjo.
"- Não só é capaz de pensar como é capaz de negociar e convencer."

O anjo então reparou num pormenor e tocou na cara da mulher.
"- Ups, parece que tens uma fuga neste modelo. Eu disse-te que estavas a tentar fazer demais numa criatura só."
"- Isso não é uma fuga, é uma lágrima."
"- E para que é que isso serve?" perguntou o anjo.
"- A lágrima é o seu modo de exprimir alegria, pena, dor, desilusão, amor, solidão, luto e orgulho."

O anjo estava impressionado.
"És um génio, Deus. Pensaste em tudo."

E de facto as mulheres são verdadeiramente espantosas.
Têm capacidades que surpreendem os homens.
Carregam fardos e dificuldades, mas mantendo um clima de felicidade, amor e alegria.
Sorriem quando querem gritar.
Cantam quando querem chorar.
Choram quando estão felizes e riem quando estão nervosas.
Lutam por aquilo em que acreditam e não aguentam injustiças.
Não aceitam um "não" quando acreditam que existe uma solução melhor.
Prescindem de tudo para dar à família.
Vão com um amigo assustado ao médico.
Amam incondicionalmente.
Choram quando os seus filhos são os melhores e aplaudem quando um amigo ganha um prémio.
Ficam radiantes quando nasce um bebé ou quando alguém se casa.
Ficam devastadas com a morte de alguém querido, mas mantêm a força além de todos os limites.
Sabem que um abraço e um beijo podem curar qualquer desgosto.

Existem mulheres de todos os formatos, tamanhos e cores.

Elas conduzem, voam, andam e correm ou mandam e-mails só para mostrar que se preocupam contigo.
O coração de uma mulher mantém este mundo a andar.
Elas trazem alegria, esperança e amor.
Dão apoio moral à sua família e amigos.
As mulheres têm coisas vitais a dizer e tudo para dar.

NO ENTANTO, SE EXISTE UM DEFEITO NAS MULHERES É QUE ELAS SE ESQUECEM CONSTANTEMENTE DO SEU VALOR.

Nota: Recebido por mail esta manhã, quando estava a precisar de me recordar de tudo isto. . .

Agosto 10, 2004

Preservativo Feminino

Há milhares de anos que as mulheres usam os métodos contraceptivos de que dispõem. Na bíblia, há referência ao coito interrompido e nos registos do Egipto antigo existem descrições de duches de mel e de preparados espermicidas feitos com excrementos de crocodilo.

O primeiro preservativo apareceu em 1842. Porém, foi o desenvolvimento da pílula anticonceptiva, em 1960, que na realidade revolucionou as praticas conceptivas. Um ou os dois membros de um casal podem usar contraceptivos para evitar a gravidez temporariamente.

A decisão do casal na escolha dos vários métodos contraceptivos passa pela análise das vantagens e desvantagens de cada técnica. Devem ser explicados e entendidos de forma que o casal faça a opção mais adequada.

Métodos contraceptivos de barreira: Os preservativos (masculino e feminino) são um método contraceptivo de barreira. Estes evitam a gravidez bloqueando ou matando os espermatozóides, de modo a que estes não possam chegar ao ovulo e fertilizá-lo. Actualmente, são o principal elemento de combate à Sida, além da questão da gravidez não desejada.

Visto que o preservativo feminino é um método relativamente novo e pouco usado pela população, optamos por desenvolver este tema de forma a que as pessoas compreendam como este funciona, as suas vantagens, desvantagens e quem o pode usar.

É um método relativamente novo de contracepção. Este é feito de um tubo de borracha fina, mas tem um anel em cada extremidade. Um destes anéis é fechado e inserido na vagina, de modo a tapar o colo do útero, como se fosse um diafragma. A outra extremidade é aberta e ajusta-se em volta da abertura da vagina e da vulva. O preservativo feminino protege as mulheres das doenças sexualmente transmissíveis.

- Mecanismo de acção:
- Evita que o esperma tenha acesso ao aparelho reprodutor feminino.
- Evita que os microrganismos (DST) passem de um parceiro para outro.

- Como utilizar:
- Não guardar os preservativos em local quente;
- Verificar sempre a data da embalagem;
- Usar um preservativo novo em cada relação sexual;
- O preservativo feminino pode ser inserido até oito horas antes do coito;
- Remover o preservativo da embalagem. Não usar nenhum utensílio cortante na abertura da embalagem;
- Segurar o preservativo com a extremidade aberta voltada para baixo;
- Usar o polegar e o dedo médio para comprimir o anel flexível do lado fechado de forma a torná-lo um oval estreito;
- Com a outra mão, afaste os lábios da vulva;
- Inserir o anel e o preservativo na vagina;
- Usar o dedo indicador para empurrar o anel o mais profundamente possível na vagina;
- Inserir um dedo por dentro do preservativo até tocar a parte de baixo do anel;
- Empurrar o anel para trás do púbis;
- Assegurar-se de que o anel externo e parte do preservativo estão fora da vagina e sobre a vulva;
- Verificar se o pénis penetra no interior do preservativo;
- Não utilizar o preservativo feminino ao mesmo tempo que o masculino;
- No final do coito, torcer o anel externo e puxar delicadamente o preservativo para fora.
Retirar logo após a ejaculação, para que não escorra o liquido seminal para dentro da vagina.

- Eficácia
- Se usado correctamente, sua eficácia é alta, varia de 82 a 97%.

- Vantagens
- Protege contra as Doenças Sexualmente Transmissíveis, inclusive a Sida;
- Não é necessário receita médica;
- Pode ser inserido em qualquer altura e em qualquer local;
- Medicamente seguro, sem efeitos secundários;
- Permite que as mulheres tenham o controlo.
- Previne de doenças do colo do útero;
- Não faz mal à saúde;
- É mais resistente que o preservativo masculino;
- Pode ser utilizado com lubrificante;
- Não afecta a amamentação;
- Não interfere com o coito (pode ser inserido até oito horas antes).

- Desvantagens
- Diminui a sensação vaginal;
- Necessita de ser planeado com antecedência;
- Pode ser difícil de inserir;
- Custo alto (o seu preço é o triplo do preservativo masculino) e mais difícil de adquirir que os preservativos masculinos;
- Pode fazer barulhos durante o acto sexual;
- Demora-se algum tempo para adquirir a prática de o colocar;
- A eficácia anticoncepcional depende da determinação de seguir as instruções.

- Efeitos colaterais
- Alergia ou irritação, que pode ser reduzida com o uso de lubrificantes à base de água.

-Quem pode usar?
- Casais:
- que necessitem de anticoncepção imediata
- que necessitam de um método temporário, enquanto aguardam iniciar outro método.

- Mulheres:
- que não podem usar métodos hormonais
- que estão amamentando e necessitam de anticoncepção
- que desejam protecção contra as Doenças Sexualmente Transmissíveis e cujos parceiros não aceitam usar o preservativo masculino.

- Quem não deve usar?
- Mulheres:
- com incapacidades físicas ou que consideram desagradável manusear os genitais;
- com prolapso uterino;
- com o estreitamento do canal vaginal;
- com anomalias genitais.

-Surgem alguns problemas!
- Diminuição do prazer sexual:
- Se a diminuição da sensibilidade não for aceitável, deverá escolher outro método.

- O preservativo se rompe ou há suspeita de ruptura (antes do coito):
- Usar um novo preservativo.

- O preservativo se rompe ou se desloca durante o coito:
- Considerar o uso de um método de anticoncepção de emergência.

Concluindo, o preservativo feminino é um método relativamente novo de contracepção. Tem a vantagem de proteger contra a gravidez como também contra as doenças sexualmente transmissíveis.

Fonte: AIDSCongress

Agosto 09, 2004

História do Preservativo

O preservativo masculino data do século XVI e a sua invenção é atribuída ao italiano Gabriel Hallopio, professor de Anatomia da Universidade de Pádua. Não tinha fins anticoncepcionais mas, sim, o propósito mais moderno de evitar contágios venéreos, como o da sífilis, que, na altura, causava sérios danos.

O preservativo moderno é um invento inglês de Condom, médico pessoal do rei Carlos II de Inglaterra, em meados do século XVII. Certa vez, o monarca expressara a sua preocupação por a cidade de Londres estar a encher-se de bastardos reais... e, ao que parece, foi isso que levou o médico da corte a produzir aquele dispositivo. Ao médico, o invento custou-lhe ter de mudar de nome, porque os seus inimigos encarniçaram-se contra ele de forma impiedosa.

Em 1702, outro médico inglês, John Marten, assegurava ter encontrado um método eficaz, simultaneamente anticoncepcional e profiláctico: um saco de linho, impregnado de um produto cuja fórmula se negou sempre a divulgar, graças ao qual se evitava o contágio venéreo e se impedia o acesso do esperma ao óvulo feminino. Marten foi assaltado por escrúpulos da consciência e, segundo parece, queimou toda a informação e provas que tinha, para evitar – dizia ele – o incremento de uma vida de dissipação entre os jovens.

Mas a ideia da anticoncepção é anterior à ideia da profilaxia. Só se teve consciência de que o coito podia ser uma via de contágio de doenças já o século XV ia adiantado. Contudo, a necessidade de se evitar a gravidez fez-se sentir no Mundo civilizado quase desde os alvores da civilização.

Devemos dizer, no entanto, que o homem primitivo não relacionou o coito com a fecundação. Todavia, logo que se apercebeu disso, fez tudo o que podia para regular a população, manipulando a fertilidade feminina.

Entre as primeiras tentativas, encontra-se a descrita num papiro egípcio de há 3850 anos, onde se explica como evitar a gravidez. A receita era a seguinte: «A mulher misturará mel com cinza da barrilheira e excremento de crocodilo, a que juntará substâncias resinosas, aplicando um dose do produto na entrada da vagina, penetrando um pouco nela».
O remédio era bom: tinha um cheiro tão nauseabundo que qualquer egípcio normal não se atrevia a aproximar-se. Mas, deixando as brincadeiras de lado, a mezinha funcionava.

Os chineses conheceram o diafragma, feito à base de cascas de citrino, que a mulher tinha de introduzir na vagina.

Foi sempre a mulher quem mais sofreu com o problema da contracepção. E, desde tempos imemoriais, utilizou-se, para o fim descrito, uma série de produtos que iam desde o sumo de limão ao vinagre, a salsa, a mostarda e soluções salinas e saponáceas.

Em 1860, foi reinventado nos EUA. Era o "capuz cervical". O seu inventor, dr. Foote, viu nele um anticoncepcional eficaz, mas foi esquecido. A ideia foi retomada pelo austríaco dr. Kafka, que o popularizou na Europa Central. Era uma espécie de dedal, fabricado com diversos materiais: celulóide, ouro, prata, platina.

O preservativo, tal como hoje o conhecemos, foi popularizado por Charles Goodyear. De produto artesanal, muito elaborado, passou a poder fazer-se em série depois de descoberta a vulcanização da borracha. Com ele nasceu o profiláctico de borracha.

in "História das Coisas" de Pancracio Celdrán
Editorial Notícias

Fonte: JN

Julho 20, 2004

A Mulher e o Sexo - Prazer ou Tabú?

Há uns dias atrás, em conversa com uma pessoa muito especial para mim (homem), surgiu o tema Sexo. Mais concretamente o Sexo na Mulher.

Existe ainda muita ignorância relativamente ao corpo feminino e aos seus pontos mais sensíveis que, para além da penetração, também transmitem um enorme prazer. Chegamos ambos à conclusão que, para uma relação sexual ser satisfatória tanto para o homem como para a mulher, é essencial o conhecimento do corpo. Do próprio e do outro.

E não é assim tão difícil como isso. Mas também não é 2+2=4. Porque cada caso é um caso, cada corpo reage aos mesmos estímulos de forma diferente. No entanto, se seguirmos os ditos padrões normais de estimulação, não falhamos por muito.

Mas, primeiro que isso, é preciso conhecer o nosso corpo se queremos ter prazer e não apenas dar. Ainda, nos dias de hoje, existe uma espécie de tabú relativamente à mulher e o sexo. É mais fácil aceitar que um homem possa ter várias relações sexuais numa semana com mulheres diferentes (e ser visto entre os seus pares como um herói) do que aceitar que uma mulher possa ter o mesmo comportamento.

No fundo, o que leva um homem a ter várias relações com mulheres diferentes nada mais é do que a procura de satisfazer um desejo, neste caso carnal, satisfazer o seu desejo sexual, a busca do prazer.

Mas também a mulher tem o seu desejo sexual. E, ao contrário do que muitos homens possam pensar, também a mulher tem as suas necessidades sexuais, as suas buscas do prazer.

Dar prazer a um homem não é difícil. Ou pelo menos não muito. Mesmo que o acto sexual em si seja uma desgraça (seja "culpa" dele ou dela), existem muitas formas de dar prazer a um homem e que são quase todas elas muito simples.

Conhecer o corpo no masculino é mais fácil do que conhecer o corpo no feminino. Todos sabemos que o orgão sexual masculino é a parte mais sensível do seu corpo, e que a simples estímulação desse orgão pode levar a um orgasmo e bons momentos de prazer.

Já a mulher. . . Para dar prazer a uma mulher não basta tocar aqui ou ali, fazer isto ou aquilo. Antes de mais, é necessária bastante atenção à reacção da mulher durante todo o período do acto (desde os simples "preliminares" até ao orgasmo). E isto porquê?

Nem todas as mulheres gostam do mesmo (assim como os homens, admito). Mas por outros factores também. Mulheres que tenham um peito sensível podem gostar mais de ser estimuladas nessa zona, ao passo que, mulheres menos sensíveis, podem não sentir prazer nenhum (atenção, se uma mulher tiver um peito demasiado sensível, pode também não gostar de ser demasiado estimulada aí).

Nesse caso, por muito que ao homem dê prazer acariciar o peito da mulher, estimulá-lo, tocá-lo, mordê-lo, pouco irá adiantar quando a relação é feita a dois. O homem deve prestar atenção às respostas da mulher perante os estímulos. Não sendo uma resposta positiva, porque não explorar o corpo da mulher, procurando novos pontos de estímulo, zonas mais sensíveis, ou simplesmente diferentes formas de carícias?

A meio da conversa chegamos à parte do sexo oral. Sim, as mulheres também gostam de receber sexo oral. Mas fazer sexo oral a uma mulher tem os seus segredos. Não basta o toque da língua na vagina para satisfazer uma mulher.
Há que saber como tratá-la.

A vagina é, por si só, um ponto altamente sensível, assim como o pénis.
E desenganem-se aqueles que pensam "Ok, é só chegar lá, dar umas voltinhas com a língua e tal, e já está."

Usando as palavras dessa pessoa com quem conversei. . .

"Fazer sexo oral a uma mulher é um pouco como lhe dar um beijo trabalhado. É beijar-lhe o sexo, saboreando cada pedaço, usando a língua em todos os pontos, perder-se num beijo demorado, provando-a com cuidado."

É mais ou menos isso, sim.

Fazer sexo oral a uma mulher é como dar um beijo. É saber usar os lábios, a língua, enfim, a boca como um todo, mas cada parte com a sua função.

Deixar a língua trabalhar "solta" na vagina faz maravilhas, especialmente se ela se perder pela zona do clitóris. (O que nem todos os homens sabem, e muitas mulheres também não, é que uma boa parte das mulheres tem aquilo a que se chama orgasmo clitoriano, nem sempre a penetração leva ao orgasmo, mas havendo uma boa estimulação do clitóris, o orgasmo é garantido. . .desde que o homem não páre a meio. . .)

Meninos. . .
Não tenham medo de usar os dentes no clitóris de uma mulher (mas sem abusos). "E não dói?", perguntam vocês? Dói-vos quando vos fazemos sexo oral e usamos os dentes? (vocês gostam, confessem, e não dói, desde que seja feito com cuidado).

Meninas. . .
Não tenham medo de conhecer o vosso corpo e indicar ao vosso parceiro aquilo que mais gostam ou como mais gostam. Assim é mais garantido que a relação sexual seja muito mais satisfatória para ambas as partes.

Claro que, no meio da relação sexual, não vão parar para dizer "faz antes assim, ou faz ao contrário". Mas uma indicação subtil ajuda.
Um olhar, uma mão que indica o local/jeito.

Tal como disse antes, trata-se de conhecer o nosso corpo e o do outro.
Se ele conhecer o seu próprio corpo e souber bem do que gosta e como gosta, facilmente nós, mulheres, conseguiremos descobrir como dar mais prazer.
E se nós, mulheres, não tivermos medo (ou vergonha, porque ainda é feio falar sobre masturbação no feminino) de conhecer o nosso corpo e das zonas que nos são mais especiais, conseguiremos sem dúvida transmitir o que ser feito, como, quando e onde.

E, no final, a satisfação será para os dois o culminar de uma descoberta a dois.

Sexo no Feminino não pode continuar a ser visto como um assunto Tabú. Sexo, mesmo que sendo feito sem Amor, é, acima de tudo, Prazer. E tem que continuar a ser.

PS: Para eles e para elas: Nunca se esqueçam do preservativo. A responsabilidade é dos 2, não apenas do homem.

Julho 10, 2004

1930-2004

Portugal perdeu hoje mais uma Grande e Simplesmente Mulher.

Maria de Lurdes Pintasilgo, que chefiou o V Governo Constitucional, morreu às 2h30 de hoje, em casa vítima de paragem cardíaca.

Política portuguesa, nasceu em 1930 em Abrantes. Mudou-se para Lisboa, aos 12 anos era já, no Liceu Filipa de Vilhena, responsável por todo o núcleo do Movimento Feminino Português.

Em 1947 ingressou no Instituto Superior Técnico para tirar o curso de Engenharia Química.

Em 1961, na Holanda, dedicou-se por inteiro ao movimento religioso Chamamento do Graal. Regressou a Portugal em 1969 e dois anos depois foi convidada a representar Portugal na Organização das Nações Unidas, o que aceitou.

Em 1974, recebeu a Revolução de Abril com entusiasmo, tendo sido secretária de Estado da Segurança Social do Primeiro Governo Provisório. Devido à crise política instalada, foi convidada pelo presidente da República António Ramalho Eanes para o cargo de primeiro-ministro, que exerceu durante cem dias, em 1979.

Em 1983, fundou o Movimento para o Aprofundamento da Democracia (MAD).

Em 1985, após vários contactos, entre os quais com Ramalho Eanes, Maria de Lourdes Pintasilgo foi candidata à Presidência da República, vindo a ser derrotada na primeira volta das eleições.

De uma maneira geral, tem-se dedicado à reflexão política (sem ser filiada em qualquer partido) e à intervenção em movimentos católicos. Presidia à Comissão Internacional para a População e Qualidade de Vida e ao "Comité des Sages" da Comissão Europeia.

Publicou várias obras, como "Sulcos do Nosso Querer Comum" (1980), "Imaginar a Igreja" (1980) e "Os Novos Feminismos: Interrogação para Cristãos" (1981).

Maria de Lurdes Pintasilgo ficou também conhecida por ser uma acérrima lutadora pelo direito à Igualdade que, infelizmente, ainda não é concedido a tantas Mulheres no nosso país.

Maria de Lurdes Pintasilgo

Julho 06, 2004

A criação da mulher por Twasktrie*, segundo escrituras indianas

Ele (Twasktrie) tomou a leveza da folha e o olhar da corça, a alegria dos raios solares e as lágrimas do orvalho, a inconstância do vento, a timidez da lebre, a vaidade do pavão e a maciez da penugem do peito da andorinha, a dureza do diamante, a doçura de um homem, a crueldade do tigre, o calor do fogo e o gelo da neve.

Juntou tudo isto e criou a mulher...
Depois apresentou-a ao homem.
E foi o início do fascínio eterno.

*Vulcano na mitologia hindu

Recebido por e-mail há uns dias e (re)encontrado também no blog da Paula, outra grande Mulher. . .=)

Junho 30, 2004

Ser diferente

Nasci diferente do meu irmão mais velho e dos outros 2 que vieram depois.
Nasci diferente na roupa que desde logo me vestiam, no modo como me chamavam. Nasci menina.

Aos poucos fui crescendo e tentando acompanhar o meu irmão, com quem partilhava o espaço em casa. Mas até aí era diferente. Apesar da diferença, eu gostava de ter brincadeiras de meninos. Brincar com carrinhos, entrar nas batalhas de soldadinhos pequenos que o meu irmão coleccionava, fazer corridas de caricas e, um pouco mais tarde, até jogar à bola como os outros rapazes.

Todos meninos mais velhos que me deixavam entrar em algumas brincadeiras, porque até jogava muito bem ao berlinde e sabia dar chutos na bola.

Mas também brincava com as meninas. Saltava ao elástico no intervalo da escola, saltava à macaca em riscos mal desenhados no chão. Servia chás às minhas bonecas, dava-lhes banho e fazia-lhes penteados e roupas da moda.

Na convivência com o meu irmão, em casa sempre me vi diferente dele.
Não apenas porque era mais velho. Mas também porque desde cedo comecei a ajudar a minha mãe nas tarefas da casa enquanto ele brincava com o computador ou ia para casa dos amigos.

Eu era uma menina, tinha que ajudar em casa.

A minha avó via-me como a sua menina que nunca teve, a sua bonequinha, que mimava e enfeitava e comprava vestidos coloridos e bonecas que andavam e falavam.

Fui crescendo e sempre diferente do meu irmão.

Entretanto, meu corpo mudava em proporções e modos diferentes do corpo do meu irmão. Contornos mais arredondados, peito que crescia e me deixava embaraçada na escola. A cintura estreitava, as ancas definiam-se.

Chegou aquela altura de dizer "Quero sair à noite" e ouvia sempre: "Não!"
"Mas ele sai!"
"Ele é mais velho!"
"Ele é rapaz, eu sou rapariga, por isso é que não me deixas sair"
- protestava eu.

Se antes eramos cúmplices em brincadeiras, deixamos de o ser em saídas.

Ele saía com os amigos dele e não me levava por ser mais nova. . .e porque eram saídas de rapazes.

Comecei a ter os meus cafés ao fim de semana à tarde com as minhas amigas, olhando com risinhos parvos e tímidos os rapazes das outras mesas.

Continuei a crescer e entender melhor o meu estatuto de rapariga.

Notava diferenças tão grandes entre nós e os rapazes da nossa idade. Eles só queriam falar de futebol, de gajas, de coisas que não nos interessavam.

Algumas das minhas amigas falavam de roupas, coisa a que nunca dei assim tanta importância se era de marca A, B ou C. Falavamos de músicas que nos faziam sonhar. E dos cantores que eram bonitos, mas nunca cheguei ao excesso de me dizer apaixonada por algum.

Falavamos também dos rapazes da escola. Chegámos a fazer uma aposta no nosso grupo de 5. . .qual seria a ordem em que nós as 5 perderiamos a virgindade. Fui a 1ª. Choveram as perguntas que normalmente apenas as raparigas fazem:
"Doeu?"
"Gostaste?"
"Não foi esquisito?"
"Como é que foi?"

A adolescência foi passando. Surgiam as dúvidas, os medos, os receios.

A sensibilidade aumentando, as hormonas que de vez em quando nos deixavam impossíveis de aturar. Todas as alterações do corpo já tinham acontecido.

Passados todos estes anos, sei agora porque sempre me achei diferente.

Sei-o porque o vivo todos os dias.
Na forma como vejo o mundo.
Na forma como ainda sonho.
Na forma de sentir as coisas.

Sei-o porque me relembro todos os dias que algo que é maravilhoso.

Sei-o porque sou. . .Simplesmente Mulher. . .=)

Junho 19, 2004

A Condição da Mulher no Mundo - A Rapariga II

Saúde

Em épocas de diminuição dos recursos alimentares, as raparigas e as suas mães são, muitas vezes, as últimas a serem alimentadas, o que tem como consequência uma dieta pobre em calorias e proteínas. Calcula-se que cerca de 450 milhões de mulheres adultas, nos países em desenvolvimento, sejam raquíticas em virtude da subnutrição proteínico-energética na infância. As carências de iodo e de ferro também têm consequências significativas para as grávidas e os seus filhos.

Registou-se um aumento alarmante do número de raparigas infectadas com o VIH. As adolescentes correm um alto risco de contracção do VIH porque a sua baixa condição social muitas vezes as pressiona a colocarem-se em situações em que são obrigadas a ter relações sexuais não protegidas com homens.

Existe uma consciência crescente da necessidade de proporcionar informação, orientação e serviços às adolescentes relativamente às doenças transmissíveis por via sexual, bem como à saúde reprodutiva e sexual.

- Na Nicarágua, o Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP) apoiou a criação de um programa que se centra na saúde reprodutiva das adolescentes e na prestação de serviços aos jovens das zonas rurais, por meio de equipas móveis e grupos de teatro.

- Na Dominica, Federação Russa, Indonésia, Letónia e República Checa foram criados programas de educação sobre saúde sexual e reprodutiva.

- Em Granada, na Indonésia, República Checa e Suazilândia, entre outros países, foram criados programas para educar os jovens relativamente aos VIH/SIDA.

- Nas Antilhas Holandesas, Santa Lucia e São Vicente e Granadinas realizaram-se campanhas de informação e seminários orientados para a prevenção da gravidez entre as adolescentes.

- A Espanha, a Geórgia, a Índia e o México realizaram actividades de promoção relacionadas com a saúde e a alimentação, dirigidas às raparigas e às jovens.

Fonte: ONU

Junho 16, 2004

Mulheres

Coisas que só as mulheres conseguem:

a.. Fingir naturalidade durante um exame ginecológico.
b.. Usar o poder de uma calça jeans para redefinir a estrutura do corpo
c.. Ter crise conjugal, crise existencial, crise de identidade, crise de nervos!
d.. Ser mãe solteira, mãe casada, mãe separada, mãe do marido.
e.. Rasgar a meia na entrada da festa.
f.. Sentir-se pronta para conquistar o mundo, quando está usando um batom novo!
g.. Achar que o seu relacionamento acabou, e depois descobrir que era tudo tensão pré-menstrual.
h.. Nunca saber se é para dividir a conta, ou se é para ficar meiguinha.
i.. Dizer não, para ele insistir bastante, e aí ter que dizer sim!

SÓ AS MULHERES ENTENDEM...

a.. Por que é bom ter cinco pares de sapatos pretos
b.. A diferença entre creme, marfim, e bege claro
c.. Achar o homem ideal é difícil, mas achar um bom cabeleireiro é praticamente impossível

E O TÓPICO NÚMERO UM QUE SÓ AS MULHERES ENTENDEM:

a.. AS OUTRAS MULHERES!

Junho 15, 2004

A Condição da Mulher no Mundo - A Rapariga I

A criança do sexo feminino enfrenta muitas vezes a discriminação desde as primeiras fases da vida, ao longo da infância e até à idade adulta. A sua situação de inferioridade reflecte-se na negação de necessidades e direitos fundamentais e em práticas tão prejudiciais como a preferência pelos filhos, o casamento precoce, a mutilação genital feminina, a violência doméstica, o incesto, a exploração sexual, a discriminação, uma menor quantidade de alimentos e um menor acesso à educação.

Em reconhecimento do facto de em muitos países, tanto desenvolvidos como em desenvolvimento, a situação das raparigas ser significativamente pior do que a dos rapazes, a Quarta Conferência Mundial sobre a Mulher, realizada em Beijing em 1995, identificou a persistente discriminação contra a criança do sexo feminino e a violação dos seus direitos como uma das 12 esferas de preocupação especial que exigiam atenção urgente dos governos e da comunidade internacional.

Durante a sua 41ª. sessão, em 1997, a Comissão da Condição da Mulher, das Nações Unidas, propôs a adopção de medidas adicionais para proteger e promover a emancipação das raparigas. Entre as conclusões acordadas na sessão, contavam-se medidas para evitar e erradicar a venda de crianças, a prostituição e a pornografia infantis, bem como acções destinadas a permitir que as raparigas, incluindo as raparigas grávidas e as mães adolescentes, continuassem a sua educação.

Educação

Em geral, o número de raparigas que frequentam a escola ainda é muito inferior ao dos rapazes. Uma das principais razões pelas quais muitas raparigas não frequentam a escola é a carga de trabalho que sobre elas recai, tanto dentro como fora da família. As filhas são muitas vezes mantidas em casa para ajudarem a família, porque o valor social e económico da educação das raparigas não é reconhecido. É um facto pouco conhecido que, entre as crianças de todo o mundo cujo trabalho é explorado, o número de raparigas é superior ao de rapazes.

Sem acesso à educação, as raparigas vêem-se privadas dos conhecimentos e aptidões necessários para melhorar a sua situação. Ao educarem as raparigas, as sociedades obtêm ganhos económicos. Além disso, as mães que receberam educação costumam ter famílias mais pequenas, com filhos mais saudáveis e melhor instruídos.

Nos últimos anos, muitos governos comunicaram a adopção de medidas para criar condições positivas para as raparigas, de modo que possam, como cidadãs, desenvolver ao máximo as suas possibilidades.

- Mediante legislação, a Nigéria proíbe que as raparigas sejam retiradas da escola para garantir que possam prosseguir e concluir a sua educação.

- A Zâmbia começou a conceder bolsas de estudo a raparigas.

- Em países como a Áustria, o Burkina Faso, a Dominica, o Irão, o Japão, o México, Portugal e a Zâmbia foram iniciados programas de medidas positivas para incentivar as alunas a estudarem ciência e tecnologia e outras disciplinas não tradicionais.

- O Butão, a Índia, Myanmar, Portugal, a República Checa, Santa Lucia, Trinidad e Tobago e o Uganda, entre outros países, criaram oportunidades para a formação prática e profissional das raparigas.

Fonte: ONU

Junho 13, 2004

Simplesmente... Mulher...

"Elas sorriem quando querem gritar.
Elas cantam quando querem chorar.
Elas choram quando estão felizes.
E riem quando estão nervosas.
Elas lutam por aquilo que acreditam.
Elas levantam-se perante a injustiça.
Elas não levam "não" como resposta quando acreditam que existe melhor solução.
Elas andam sem novos sapatos para suas crianças poderem tê-los.
Elas vão ao médico com uma amiga assustada.
Elas amam incondicionalmente.
Elas ficam contentes quando ouvem sobre um aniversário, um baile ou um novo casamento.

Seus corações quebram quando um(a) amigo(a) morre.
Elas lamentam-se com a perda de um membro da família, contudo são fortes quando elas pensam que não há mais força.

Elas sabem que um abraço e um beijo podem curar um coração quebrado.
O coração de uma mulher é o que faz o mundo girar!
Mulheres fazem mais do que dar a vida.
Elas trazem alegria e esperança.
Elas dão compaixão e ideais.
Elas dão apoio moral para sua família e amigos.
Mulheres têm muito a dizer e muito a dar."

PS: Recebido por e-mail. Seja quem for o autor, sabe do que fala.

Junho 10, 2004

Violência contra a Mulher: Mutilação genital feminina

De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP), calcula-se que entre 85 e 114 milhões de mulheres e raparigas, na sua maioria residentes em África, no Médio Oriente e na Ásia, foram submetidas à mutilação dos seus órgãos genitais.

A mutilação genital feminina, ou "circuncisão feminina", consiste na ablação total ou parcial do clítoris e outros órgãos genitais. A sua forma extrema, a infibulação, implica a ablação do clítoris e de ambos os lábios e a sutura da vulva, deixando apenas uma pequena abertura para permitir a passagem da urina e do fluxo menstrual.

Essa mutilação das raparigas tem consequências importantes a curto e a longo prazo. É extremamente dolorosa e pode provocar infecções e a morte, bem como dificuldades no parto e uma maior vulnerabilidade ao VIH/SIDA. Esta prática reflecte o consenso social imperante de que é preciso preservar a virgindade da rapariga e da mulher até ao casamento e que a sua sexualidade deve ser controlada. Nessas culturas, os homens muitas vezes não se casam com raparigas não circuncidadas, por as considerarem "impuras" e "sexualmente indulgentes".

Desde a Conferência de Beijing, foram tomadas, entre outras, as seguintes medidas contra a mutilação genital feminina:

- Como parte de uma campanha de promoção internacional, em Setembro de 1997, o FNUAP nomeou Waris Dirie, activista e modelo, Embaixadora Especial para a Eliminação da Mutilação Genital Feminina.

- A Organização Mundial de Saúde (OMS) preparou materiais de formação e realizou cursos práticos para criar uma maior consciência entre as enfermeiras e parteiras na região de África e do Mediterrâneo Oriental numa tentativa de obter a sua participação activa na luta contra a mutilação genital feminina.

- A Tanzânia é um dos dez países onde a mutilação genital feminina é amplamente praticada e que aprovou leis para criminalizar a sua prática. Entre as sanções, incluem-se multas e penas de prisão. Os outros nove países são: o Burkina Faso, a Côte d’Ivoire, o Djibouti, o Egipto, o Gana, a Guiné, a República Centro-Africana, o Senegal e o Togo.

- Vários países, como a Austrália, o Canadá, os Estados Unidos, a Nova Zelândia e o Reino Unido, que têm populações de imigrantes que praticam este ritual, aprovaram disposições similares para procurar eliminar essa prática.

- A Nigéria criou o teatro Fístula Vesico-Vaginal e centros de reabilitação para prestar cuidados a menores casadas que tenham sido afectadas pela mutilação genital feminina.

Fonte: ONU

Junho 08, 2004

Violência contra a Mulher: Tráfico de Mulheres

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) calcula que o tráfico de mulheres e crianças, na maior parte dos casos para exploração sexual com fins comerciais, gera até 8000 milhões de dólares anuais. Os enormes lucros obtidos pelos perpetradores, ligados cada vez mais à criminalidade organizada, transformaram este comércio numa ameaça mundial que cresce rapidamente.

As mulheres e raparigas pobres contam-se entre os principais grupos-alvo dos traficantes, em virtude da marginalização e limitados recursos económicos. Algumas são participantes voluntárias atraídas por promessas de maiores rendimentos e de libertação da pobreza. Outras são coagidas e muitas terminam na prostituição, contra a sua vontade.

Para combater esta situação:

- As Filipinas lançaram uma iniciativa, em cooperação com a sociedade civil e outros governos, que inclui actividades de formação e a e a criação de procedimentos para organizações de primeira linha para combater o tráfico de mulheres e raparigas.

- No âmbito da sua investigação da criminalidade organizada, a Polícia lituana criou uma Divisão de Combate ao Tráfico de Mulheres, dentro do Departamento de Polícia.

- A China introduziu alterações ao seu código penal relativas ao rapto de mulheres e de raparigas e à prostituição forçada.

- Nas zonas fronteiriças, Myanmar criou oito centros profissionais para mulheres e raparigas, a fim de evitar o tráfico de mulheres.

- Os Países Baixos nomearam um relator nacional encarregado de apresentar um resumo dos dados sobre o tráfico de mulheres e os métodos para o evitar.

- A Albânia e a Federação Russa lançaram campanhas de educação dirigidas às possíveis vítimas.

Fonte: ONU

Até quando vai o nosso país ser um paraíso para os traficantes de mulheres, nomeadamente estrangeiras, que se vêem obrigadas a entrar no mundo da prostituição?

Junho 06, 2004

Violência contra a Mulher

"A violência contra as mulheres é talvez a mais vergonhosa violação dos direitos humanos. Não conhece fronteiras geográficas, culturais ou de riqueza. Enquanto se mantiver, não poderemos afirmar que fizemos verdadeiros progressos em direcção à igualdade, ao desenvolvimento e à paz."

- Kofi Annan, Secretário Geral das Nações Unidas



(Clique em "play" para ver o vídeo, se desejar)


A violência contra as mulheres assume diversas formas, incluindo a violência, a violação, o tráfico de mulheres e raparigas, a prostituição forçada e a violência em situações de conflito armado, tais como os assassínios, as violações sistemáticas e a gravidez forçada. Inclui também os assassínios por motivos de honra, a violência relacionada com o dote, o infanticídio feminino e a selecção pré-natal do sexo do feto em favor de bebés do sexo masculino, a mutilação genital feminina e outras práticas e tradições danosas.

Violência Doméstica

A violência doméstica, em especial o espancamento da mulher, é talvez a forma mais generalizada de violência contra as mulheres. Em países onde se encontram disponíveis estudos fiáveis em grande escala sobre a violência com base no sexo, verifica-se que 20% das mulheres foram vítimas de maus tratos por parte dos homens com quem vivem.

Segundo o Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial 1993, do Banco Mundial, as violações e a violência doméstica conduzem à perda de mais anos de vida saudável, entre as mulheres com idades compreendidas entre os 15 e os 44 anos, do que o cancro da mama, o cancro do colo do útero, a obstrução no parto, a guerra ou os acidentes de viação.

Fonte: ONU

Morrem todos meses 5 mulheres em Portugal vítimas de violência doméstica.

Saiba como ajudar a parar este pesadelo.

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