Entro numa Casa que quase não conheço e nem sequer me sinto no direito de chamar minha.
A casa é linda, e no princípio quando me foi feito o convite de habitar nesta bela casa, senti-me orgulhosa, mas fiquei com a dúvida: “Será que estou à altura?”
Acho que além de nunca ter estado completamente à altura dos belos textos das outras constelações (principalmente da Anel de Saturno, Orion, Vénus e Universo), também nunca fiz um grande esforço para estar, deveria ter dado mais!
Por isso hoje venho dizer que arrumo as minhas coisas e parto, parto, até para que possa visitar esta casa mais vezes e de consciência mais tranquila, parto com pena e remorso de partir, mas ainda assim penso que não estaria a ser justa nem para comigo nem para com as outras habitantes se o meu nome continuasse pendurado na fachada desta casa!!!
O meu coração continuará cá, não só porque sou mulher, mas também pelos momentos de felicidade que ele me proporcionou! Obrigada!!!
Por fim peço desculpa pela minha total ausência e desejo as maiores felicidades às quatro constelações presentes nesta casa, três constelações que a habitam e a enchem tornando-a numa casa com vida, quatro constelações que sabem o que é ser mulher e são-no em todos os aspectos…
Parabéns por terem feito desta casa aquilo que ela é e representa! Agradeço também ao Rain pela paciência que teve em aturar-me todo este tempo!
Despeço-me assim, com pena, mas com vontade de visitar este vosso (nosso) lar que vocês mantêm vivo com tanto apreço!!!
"Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na busca de um bem definitivo
Em que as coisas de Amor se eternizassem"
- Sophia de Mello Breyner Andresen
Andava eu hoje a navegar na Net, quando encontrei um post que falava sobre muitos jovens entrarem em depressão porque não têm namorada/o! Sinceramente achei a ideia um pouco descabida e pensei: "Desde quando alguém entra em depressão por não ter namorado????".
Reflecti sobre isso e cheguei à conclusão que conheço um par de pessoas assim, especialmente rapazes. Ainda no outro dia estava a conversar com um amigo que me dizia estar super preocupado, porque sempre tinha sonhado em ter a primeira namorada aos 15 anos, namorar alguns anos com ela e depois casarem, terem filhos e serem felizes... Achei tudo aquilo ingénuo e tentei explicar-lhe que hoje, dificilmente se casa com a primeira namorada. Até a minha mãe me diz muitas vezes para eu namorar bastante e depois mais tarde logo me decidir em casar.
Por isso, custa-me tanto perceber essa obsessão pelo facto de não se namorar. Aliás, acho que um namoro tem que surgir naturalmente e não como algo imposto, porque acabarmos um namoro ou não termos namorado não é nenhuma deficiência. Há que dar tempo ao tempo. Ficar para "tio" é quase opção própria.
Eu para já não me preocupo nada mesmo com isso, vou tentando levar a vida sem stresses a esse nível. Existem 1001 coisas que quero fazer antes de me "amarrar" a alguém. Há tantas outras coisas pelas quais nos devemos preocupar, que realmente fazem com que o mundo trema e grite. Enfim, se pensarmos bem, a vida oferece-nos bocadinhos de sol, só temos que os agarrar com força!
Pensei em escrever algo sobre ser mulher, mas como todas as outras mullheres do blog já o tinham feito e de uma forma tão agradável e perfeita, não teria essa ousadia! De maneira que vou apenas ilustrar um pensamento de uma mulher (ainda de palmo e meio)!
- Livro de Mitos Gregos e D’Aulaires
Encontrei esta frase no Livro "O segundo Verão das Quatro Amigas e um Par de Calças" e fez-me meditar (…). Penso que podemos vê-la de dois modos. O que me veio logo à cabeça foi isto:
Por vezes, afastamos os que pensamos serem mais inúteis, mais feios, menos agradáveis, ou os que de algum modo nos ameaçam, esquecendo-nos de que eles também podem ser os tais "parentes distantes" e podem ter qualidades. Só precisamos de "furar" um bocadinho o muro que nos rodeia e nos faz pensar que somos perfeitos.
Depois, meti-me a pensar mais um pouco na frase e então cheguei à conclusão de que estes tais centauros selvagens e indisciplinados, talvez pudessem ter sentimentos. Os centauros são a raiva, o ódio, o desprezo, a tristeza, a infelicidade, a cobardia... Porque embora estes sentimentos nos remetam para sensações menos boas, eles também existem e por vezes aparecem e tomam partes da nossa vida, como se ela fosse negra! Mas, esquecemo-nos que esses centauros também nos oferecem coisas boas (mesmo que posteriormente), pois após a tristeza, vem a alegria, após a infelicidade, a felicidade etc... E se não houvessem esses sentimentos que consideramos "maus", nunca poderíamos saber a maravilha que é sentirmos os "bons"!
Foi para isso que esta frase me levou. Agora contem-me... O que vos diz ela a vocês?
